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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O (in)apetite

Vocês devem saber que andei me descabelando aqui por causa do Arthur não querer comer. Levei ele ao pediatra na última segunda antes do feriado e voltei aliviada. Ele realmente teve dias de não comer nada, não era exagero meu não. E mesmo assim olha só como ele se desenvolveu: Na consulta anterior ele estava com 86,5cm e pesando 12,5kg (isso foi em setembro). Agora na consulta dessa semana ele está com 90cm e 13,4kg. Cresceu e engordou muuuuiiiiiiito!!! Pra fase que ele está, ta ótimo, ta perfeito, saudável, ta tudo de bom. O médico até me disse: Vai mãe, vai embora e quero ver vocês só em março. Hahahaha ele é uma figura. Desses médicos bem bravos que se a gente abre a boca pra falar ele fala mais alto ainda pra não deixar a gente interromper mesmo.

Bem, quero dividir com vocês aqui o que ele me falou porque sei muito bem que o que passei aqui todas passam cedo ou tarde.

Primeiro ele me falou que a criança até 1 ano cresce e se desenvolve muito e por isso tem muita ingestão de alimentos e leite. Depois de 1 ano o desenvolvimento cai demais e por isso ela tem menos necessidade de se alimentar tanto.

Outra coisa, disse pro médico que o Arthur tinha voltado a comer um pouco mas frutas ainda não aceitava. Ele me disse que agora ele está formando o paladar dele e por isso ele tem certas preferências. E ele me deu o seguinte exemplo também: as "vontadinhas" que a gente tem de comer tal coisa (carne, peixe etc) é devido à necessidade daquela vitamina/proteína. E é por isso que ele estava rejeitando alguns alimentos que eu oferecia a ele. Falou pra eu variar muito o que faço pra ele não enjoar e também porque acaba criando "reservas" daquele grupo alimentar e por isso depois não querer mais.

Eu disse a ele também que havia conversado com muitas mães sobre isso e que algumas tinham me falado pra dar o que ele quisesse (tipo na hora do almoço quer tomar leite, dê o leite), e disse também que isso eu não estava fazendo. Ele falou: O médico dele sou eu (bem bravo mesmo rsrs). E não substitua nenhuma refeição por nada, se não quer comer comida tudo bem mas não vai comer outra coisa no lugar porque você está educando seu filho na alimentação e isso não é educar. Ofereça tudo na mesma hora de sempre mas não substitua nada por nada, principalmente a hora da refeição.

Ele me falou também da importância de não forçar a comer pois ele vai associar a hora de comer com um momento ruim (isso eu estava fazendo no auge do meu desespero). E também da importância da gente aqui se alimentar bem pois ele ao ver meu marido e eu comendo certas coisas vai acabar querendo provar também.

Eu estava dando uma evitada nas carnes aqui e fazendo mais legumes às vezes mas ele me disse que é bem importante a criança nessa fase ingerir proteína sim. Pode ser carne vermelha, frango ou peixe mas tem que ter. Na verdade tem que ter um equilíbrio de todos os grupos alimentares porque todos são importantes (difícil fazer esse equilíbrio ein?!).

Vai um texto que uma amiga me enviou e me ajudou bastante a "clarear as idéias" e relaxar um pouco, porque tem horas que a gente precisa saber mais do que o simples "é uma fase e vai passar":

Os bebês comem, em relação ao seu tamanho, muito mais que os adultos. Isso significa que, no processo de tornar-se adultos, cedo ou tarde terão que começar a comer menos. Mais cedo, que tarde, para surpresa e terror de muitas mães. Os bebês costumam “deixar de comer”, aproximadamente ao fazer um ano. Alguns já deixam de comer desde os nove meses, outros “aguentam” até um ano e meio ou dois anos. Uns poucos nunca deixam de comer, enquanto outros “nunca comeram bem, desde que nasceram”.

O motivo dessa mudança por volta do primeiro ano é a diminuição da velocidade do crescimento. No primeiro ano, os bebês engordam e crescem mais rapidamente que em qualquer outra época da sua vida extra-uterina. Durante o segundo ano, diferentemente, o crescimento é muito mais lento: uns nove centímetros e um par de quilos. Assim temos que, dos três principais capítulos do gasto energético, a energia necessária para movimentar-se aumenta, porque o bebê se move mais e a necessária para manter-se com vida também aumenta, porque o bebê é maior. Mas a energia necessária para crescer diminui de forma espetacular e o resultado é que muitos bebês necessitam comer o mesmo ou menos. Segundo cálculos de especialistas, os bebês de um ano e meio comem pouco mais que os de nove meses. Os pais, não informados deste fato, fazem um cálculo aparentemente lógico: “Se com um ano come tanto, com dois comerá o dobro”. Resultado: uma mãe tentando dar o dobro de comida a um bebê que precisa da metade ou menos. O conflito é inevitável e violento.

(fonte: livro Mi niño no me come do Dr. Carlos Gonzáles)

Bem, é isso. Espero ter ajudado algumas mães.

Beijos
Ariane, mãe do Arthur que hoje comeu arroz com brócolis e ovo e ainda ameixa de sobremesa :-)

3 comentários:

Futura mãmã disse...

Oi querida..
Gostei e aprendi muito com seu texto...
Bem seu medico e mesmo profissional e serio no que fala =D Isso e' bom sinal :)
Que optimo ele esta se desenvolver a crescer tão bem..mae ate se sente orgulhosa nao e ?? ;)

Beijinho

Ivna Pinna disse...

Que bom que ele tá se desenvolvendo bem! Tá ótimo de peso, de altura!
E que médico turrão hein, mas ele tá certo nesse negócio de trocar refeição por leite, ou outra coisa. Aqui eu sou bem relax com isso, minha mãe me chama de mãe-desnaturada, só pq eu não fico correndo atrás do Enry com um prato de comida. Se quer comer come, se não quer, ótimo! Até pq ele só faz sujeira e hora com a minha cara, se forçar! hahahaha

Eu fiquei preocupada com o Enry, pq realmente estava/estou achando ele muito magrinho. Ele fez três anos e pesa menos que o Arthur (12,500kg). Mas a médica me tranquilizou e estamos fazendo o acompanhamento.

Beijão

Ana Campos disse...

Ari, adorei as informações...super úteis! Com Sofia é assim, ora come bem, ora come mal...e assim vamos...minha magrela super esperta, cheia de saúde e alegrai!!!

saudadona de vcs...

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